Cuidados fundamentais para a correta amostragem do solo

A amostragem do solo é um serviço essencial para a análise de características de um solo e a tomada de decisão sobre as recomendações agronômicas necessárias para garantir a fertilidade e boa produtividade das lavouras. Consiste na coleta de amostras representativas do solo onde será implementada a cultura, portanto, realizada antes do plantio.

Como a finalidade é conhecer e estabelecer prioridades para suprimento e nutrição do solo, a amostragem precisa ser desenvolvida com a máxima qualidade. É necessário levar em conta todos os protocolos para evitar problemas como, principalmente, a contaminação do solo e, por consequência, a ineficiência nas análises e recomendações.

A amostragem de solo é considerada uma das etapas mais importantes de todo o processo do trabalho agronômico, haja vista que uma pequena porção de terra representará alguns hectares e não há meios para se corrigir possíveis erros cometidos a partir da amostragem.

Etapas e cuidados para a amostragem do solo

Os cuidados com a amostragem de solo devem merecer atenção especial, portanto, é fundamental que a equipe encarregada de realizar a coleta das amostras no campo tenha pleno conhecimento dos procedimentos necessários para uma amostragem representativa.

O conhecimento técnico para a amostragem do solo como condição para esse trabalho requer a técnica adequada para a limpeza dos equipamentos utilizados na coleta, seja o trado holandês, a sonda ou a broca, nos casos em que se utiliza uma furadeira. O uso de cada equipamento dependerá das condições climáticas e da umidade do solo – seco ou molhado. Também é necessário que os recipientes de coleta sejam limpos para cada etapa das diferentes profundidades.

Além da higienização dos equipamentos, a forma como a coleta será feita deve ser precisa, de acordo com a profundidade e sem inclinações. A profundidade exige plena atenção, pois cada camada irá gerar dados referentes à correção dos nutrientes e adubação do solo.

Durante o processo de coleta é importante observar práticas de preservação do ambiente, como alertar o proprietário quanto à degradação de terraços e curvas de nível, descarte de resíduos e outras ocorrências que podem comprometer a sustentabilidade do sistema.

A verificação atenciosa do local de coleta do solo contempla, ainda, o respeito à vida animal. O Assistente Técnico de Campo (ATC) deve observar se não existem formigueiros no local, buracos de tatu ou outro animal, mas também se não há depósito de insumos ou curva de nível, que podem comprometer a representatividade da amostra. Na existência de algum desses itens, deve-se mover o ponto para o local mais próximo, livre de impedimentos.

Antes da coleta, é importante realizar a limpeza do local, removendo a camada de palha ou vegetação, porém com o cuidado de não eliminar a camada superficial do solo.

Após a coleta a partir desses cuidados fundamentais, as amostras de cada profundidade são divididas e identificadas idealmente em recipientes, encaminhados à análise laboratorial.

Métodos de amostragem dosolo

A amostragem pode ser realizada seguindo diferentes métodos. São três os principais para esse trabalho:

  • Grade: busca representar bem uma região de cerca de 10 metros a partir de um ponto central, na qual coleta-se de oito a 10 subamostras para compor uma amostra homogênea;
  • Zona de Manejo: a coleta é realizada a partir de pontos pré-definidos, em geral por imagens de satélite, percorrendo toda a zona de manejo, de modo a representá-la por inteiro. O solo coletado nesses pontos é homogeneizado, formando uma amostra composta para a zona;
  • Amostragem por talhão: muito similar à amostragem por zona de manejo, objetivando a representatividade de toda a área do talhão.

Período ideal e equipes qualificadas

A entressafra ou safrinha é o período ideal para a realização da amostragem de solo. Isso porque é nesta fase que o campo está limpo após a colheita e pode ser mapeado. As amostras são encaminhadas à análise laboratorial e, na APagri, são feitas no Laboratório Ubersolo, localizado em Uberlândia-MG, que atende a todo o território nacional. A análise possibilitará calcular e determinar a correta recomendação de adubação para o planejamento da fertilidade do solo, de forma que as plantas possam se desenvolver com qualidade.

A gestão da fertilidade do solo é o principal foco do trabalho da APagri em todo o Brasil e, também, no exterior. Para alcançar resultados de excelência, a empresa baseia-se em uma estratégia de amostragem de solo personalizada, controlada por códigos de barras que permitem o rastreamento das amostras e maior confiabilidade no diagnóstico.

A partir dos resultados, os consultores agronômicos produzem os mapas de fertilidade e recomendação mais adequados para cada cliente, possibilitando gerenciar os insumos de forma racional e inteligente, com o objetivo de aumentar a produtividade das lavouras e a rentabilidade.

A APagri conta com equipes qualificadas para as operações de amostragem do solo em todas as suas unidades pelo Brasil e exterior. Os ATCs atuam com atenção aos diferentes métodos – grade, talhão e zonas de manejo –, após rígido treinamento, com constantes atualizações para reforço das técnicas.

Sabemos da importância do uso de técnicas adequadas para a correta amostragem de solo. É esse trabalho que resulta na manutenção da qualidade da lavoura e que faz da APagri uma referência em fertilidade do solo.

 

Marcelo Teles Cardoso é gestor de operações da APagri

Fábio Pires Lacerda integra a equipe de ATCs

Ambos ficam alocados na unidade APagri de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.

Compartilhar:
Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Artigos Relacionados

Sergio Luís Góes

Unidade
Goiás – Agronômico Sérgio
Área atendida em hectares: 47099,3

Nelson Dall'Acqua

Unidade

Goiás – Agronômico Nelson

Área atendida em hectares: 47099,3

Luís Fernando Magron Zanuncio

Engenheiro Agrônomo especializado em Agricultura de Precisão, consultor agronômico há 17 anos
Engenheiro Agrônomo pela Esalq/ USP (2004), especializado em Agricultura de Precisão, área em que atua como consultor agronômico há 17 anos, com foco em produção de grãos e fornecedores de cana-de-açúcar na região de Assis/SP, além de gestor agronômico no Estado do Mato Grosso, com trabalhos desenvolvidos nos Estados de GO, MA, RO, MG, MS, PR e no Paraguai. Possui conhecimento técnico sobre propriedades rurais norte-americanas usuárias de Agricultura de Precisão, usina de cana-de-açúcar na Flórida (US Sugar Corporation) e CASE Máquinas Agrícolas. Conta com participações em feiras agropecuária, como a Farm Progress Show (Estados Unidos), simpósios nacionais de cultura do milho, feijão irrigado, soja, cana-de-açúcar, plantio direto e integração de lavoura pecuária. Palestrante em eventos agronômicos, universitários, de colégios técnicos e treinamentos em empresas agrícolas.

Tiago Cappello Garzella

Engenheiro Agrônomo, Doutor em Ciências/Irrigação e Drenagem, especialista em P&D
Doutor em Ciências pela USP (2011), com ênfase na área de concentração de irrigação e drenagem, e engenheiro agrônomo pela Esalq/USP (2004), tendo recebido duas menções honrosas em trabalhos científicos e o prêmio Sotreq, por Melhor Desempenho na área de Engenharia. Ao longo de sua vida acadêmica e profissional, desenvolveu atividades relacionadas à Agricultura de Precisão, Geoestatística, Eletrônica e Automação, também com formação técnica em eletroeletrônica, laureado com o prêmio Engenheiro Roberto Mange de Melhor Desempenho (1997). Atuou na Robert Bosch (1996 – 2000) e é diretor de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da APagri Soluções Agronômicas. Participação em eventos internacionais, nos Estados Unidos e Espanha.

Godofredo César Vitti

Professor Sênior em Adubos, Adubação e Fertilidade do Solo/ USP
Professor Sênior em Adubos, Adubação e Fertilidade do Solo; aulas na disciplina Adubos e Adubação em graduação e pós-graduação na ESALQ/USP; Especialização e MBA. Sócio-proprietário da Vittagro Engenharia, especializada em consultoria, treinamento e projetos técnico-científicos nas áreas de fertilidade e manejo de solos, práticas corretivas (calagem, gessagem e fosfatagem), práticas conservacionistas (plantas de cobertura, rotação de culturas), fertilizantes minerais, orgânicos, compostagem, adubação e nutrição de plantas. Projetos de pesquisa e assessoria na área de plantio direto na cultura de grãos, cana-de-açúcar, pastagem, café, citros e algodão. Publicou 15 livros em nutrição vegetal, fertilizantes e fertilidade do solo; 27 capítulos de livros; boletins técnicos e participação em mais de 200 eventos de capacitação; palestras no Brasil e exterior (África do Sul, Marrocos, Estados Unidos, Noruega, Bolívia, Uruguai, Argentina, Equador, França, Peru, Chile, Espanha, México, Belize, República Dominicana, China, Turquia, Austrália, Costa Rica, Guatemala, Angola, Canadá, entre outros países). Coordenador nacional e internacional há 30 anos do Programa de Análises de Tecido Vegetal e fundador do Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão (GAPE). Medalha Fernando Costa na modalidade Ensino (2018).

José Paulo Molin

Professor e Coordenador do Laboratório de Agricultura de Precisão/USP e pesquisador CNPq
Engenheiro Agrícola pela Universidade Federal de Pelotas (RS, 1983), com mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Estadual de Campinas (SP, 1991) e PhD em Engenharia Agrícola pela University of Nebraska (EUA, 1996). É professor da Universidade de São Paulo (USP), no Departamento de Engenharia de Biossistemas da ESALQ (Piracicaba-SP), desde 1989, onde coordena o Laboratório de Agricultura de Precisão e é pesquisador do CNPq. Atua na interface entre a área de Máquinas Agrícolas e a Agricultura de Precisão, especialmente com sensores de solo e de plantas, variabilidade espacial, mapeamento da produtividade e aplicação localizada de insumos. Coordenou o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão, de sua criação (2004 a 2018); presidiu a Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento desde sua criação (2012 a 2016) e foi presidente da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP), da fundação até 2020.

Nelson Dall’Acqua

Mestre em Produção Vegetal/ Manejo de Solos, consultor técnico em Agricultura de Precisão
Engenheiro agrônomo pela Esalq/USP (1985), é mestre em Produção Vegetal na área de concentração Manejo de Solos pela Universidade de Rio Verde/GO (2008). Especializações em Administração Rural; Sistemas Pressurizados de Irrigação; Tecnologia de Produção da Cultura da Soja; Plantio Direto; e Manejo de Solo. Consultor técnico da APagri Soluções Agronômicas há 15 anos, já atuou na Lacon Engenharia, em processos de implantação de tecnologia de integração agricultura-pecuária, com plantio de soja para recuperação de pastagens em Goiás, milho e sorgo para produção de grãos e silagem, administração de seringal e implantação de usina de beneficiamento de borracha, além de introdução ao sistema de monitoramento e manejo de pragas na cultura da seringueira. Foi gerente agrícola na Construtora Massafera, para administração e implantação das culturas de seringueira e eucalipto; e na Serrana de Mineração, para a implantação e administração de fazenda modelo e experimental de horticultura, fruticultura, bovinocultura de leite e reflorestamento de eucalipto.

Jonas Canesin Gomes

Agrônomo, consultor técnico, com especialização em Manejo de Solos e Inglês para Negócios
Engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Viçosa-MG (2013), com especialização em Inglês para Negócios/ Business English (2019) pela University of La Verne – La Verne/CA – USA, e especialização agronômica com ênfase em Manejo de Solos pela Esalq/ USP (2017). Atuou no mercado de fertilizantes sólidos e líquidos, com foco na nutrição de culturas como soja e milho, hortifruti e florestas. É consultor técnico da APagri Soluções Agronômicas, com ênfase em Agricultura de Precisão e consultoria na Fertilidade de Solos, atendendo nos Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, Goiás, Pará e Bahia, com abertura de mercados regionais e prospecção de clientes da negociação à supervisão de serviços técnicos. Atuou também na Timac Agro do Brasil, IAC (Instituto Agronômico de Campinas), Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores da Alta Mogiana) e Grupo Perene Consultorias Agrícolas.

Sergio Luís Góes

Unidades
Colômbia – Agronômico Medelin
Colômbia – Puerto Gaitán
Área atendida em hectares: 26668,8

Sergio Luís Góes

Unidade
Bahia – Agronômico Sérgio
Área atendida em hectares: 111042,7

Jonas Canesin

Unidades
Bahia – Agronômico Jonas
Área atendida em hectares: 111042,7

Sergio Luís Góes

Unidade
Distrito Federal – Agronômico Sérgio
Área atendida em hectares: 111042,7

Jonas Canesin

Unidades
Distrito Federal – Agronômico Jonas
Área atendida em hectares: 111042,7

Mauro Wontroba

Unidade
Maranhão – Agronômico Balsas
Área atendida em hectares: 34107,9

Francisco Weliton

Unidade
Maranhão – Agronômico Pará
Área atendida em hectares: 34107,9

Mauro Wontroba

Unidade
Piauí – Agronômico Balsas
Área atendida em hectares: 30765,3

Francisco Weliton

Unidade
Piauí – Agronômico Pará
Área atendida em hectares: 30765,3

Mauro Wontroba

Unidade

Tocantins – Agronômico Balsas

Área atendida em hectares: 30765,3

Francisco Weliton

Unidade
Tocantins – Agronômico Pará
Área atendida em hectares: 34107,9

Mauro Wontroba

Unidade

Pará – Agronômico Balsas

Área atendida em hectares: 30765,3

Francisco Weliton

Unidade
Pará – Agronômico Pará
Área atendida em hectares: 34107,9

Rogerio Macedo

Unidade
Minas Gerais – Agronômico Frutal
Área atendida em hectares: 11435,2

Norwaldo Mello

Unidades
Minas Gerais – Agronômico Uberaba
Área atendida em hectares: 11435,2

Davi Besson

Unidade
Mato Grosso – Agronômico Médio Norte
Área atendida em hectares: 8633,9

Tiago de Oliveira

Unidade
Mato Grosso – Agronômico Parecis
Área atendida em hectares: 8633,9

Rodrigo Righeto

Unidade
Mato Grosso – Agronômico Primavera do Leste
Área atendida em hectares: 8633,9

Davi Besson

Unidade
Mato Grosso – Agronômico Vale do Araguaia
Área atendida em hectares: 8633,9

Luís Fernando Magron Zanuncio

Unidade
São Paulo – Agronômico Assis
Área atendida em hectares: 2613,0

Luís Fernando Magron Zanuncio

Unidade
Paraná – Agronômico Assis
Área atendida em hectares: 2613,0

Luís Fernando Magron Zanuncio

Unidade
Mato Grosso do Sul – Agronômico Assis
Área atendida em hectares: 2613,0

Sergio Luís Góes

Consultor técnico com foco em estratégias de Sistemas de Produção, Fertilidade do Solo e Agricultura de Precisão
Engenheiro agrônomo pela Esalq/USP (1993), com MBA em Gestão Empresarial FIA/USP/(2001) e especialização em Manejo do Solo ESALQ /USP(2004), é considerado referência profissional em adubação e correção no Cerrado para as culturas de soja, milho, feijão e algodão. Consultor técnico com foco em estratégias de Sistemas de Produção, Fertilidade do Solo e Agricultura de Precisão, voltado a orientar o produtor para otimização do potencial produtivo com essência em maximização de margem de lucro e minimização de riscos. Atende com serviços, assessoria e suporte a produtores em todo o Brasil e histórico de atuação em países como Austrália, Paraguai e Colômbia. CEO e sócio-fundador da APagri Soluções Agronômicas.