Bom trabalho no pré-plantio e durante o ciclo confirma colheita produtiva

É fato que os produtores têm, cada vez mais, intensificado o manejo nutricional, genético, fitotécnico e tecnológico dentro das propriedades. É constante a busca pelo aprimoramento, não só em área cultivada como em produtividade, o que justifica estarem atingindo números muito próximos ao máximo potencial produtivo.

Os resultados se confirmam não somente pela observação de campo como pelos dados nacionais e internacionais referentes à produção de soja. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção mundial do grão na safra 20/21 foi em torno de 360 milhões de toneladas; a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), aponta que o Brasil representa 37% dessa produção (135mi/Ton), consolidando-se no posto de maior produtor de soja.

8 cuidados essenciais para a boa colheita

Agora, imagina realizar todo esse investimento e manejo ao longo do ciclo, porém, ao retirar o grão, deixar boa parte dessa produção no campo. Isso acontece pois existem importantes cuidados que deveriam ser tomados e muitas vezes são negligenciados no momento da colheita.

Podemos listar alguns itens a serem considerados para garantir uma colheita bem conduzida e evitar perdas:

1. Planejamento

Podemos considerar que a colheita já começa antes mesmo da cultura ser semeada. Escolha de sementes de alta qualidade e vigor. Época de plantio e variedades de diferentes ciclos devem ser proporcionais à capacidade de colheita, evitando que toda a propriedade atinja o ponto de colheita ao mesmo tempo.

2. Umidade e Condições Climáticas

O momento ideal para colher é quando a umidade dos grãos está entre 13% e 16%. Portanto, devem ser avaliadas constantemente as condições climáticas para se evitar perdas por quebra do grão ao colher com umidade muito abaixo; e perdas por grãos “ardidos” ou alto custo de secagem nos armazéns ao colher sob alta umidade.

3. Dessecação

É primordial respeitar o ciclo da cultura, ou seja, a colheita deve ocorrer quando a cultura atingir sua plena maturação fisiológica. Porém, a dessecação tem um importante papel para a secagem das folhas de forma homogênea, controle de ervas daninhas e antecipação do plantio em regiões que cultivam segunda safra.
Em contrapartida, uma dessecação mal executada pode acarretar perdas de até 12 sacas/hectare, caso não seja feita com pelo menos 75% das plantas com folhas e vagens amareladas e caso não tenha capacidade operacional de colheita.

4. Solo e Relevo

Um solo bem nivelado permite uma colheita mais uniforme, principalmente quando temos variedades com baixa altura de inserção de primeira vagem, seja por genética da cultivar ou por redução do porte ocasionado por estresse climático.

5. Manejo de Plantas Daninhas

Além de atrapalhar o desenvolvimento da soja, a presença de plantas daninhas afeta diretamente o movimento das colhedoras. Ao entrarem no molinete ou no interior da máquina, as ervas acarretam danos nas peças, alteram umidade dos grãos, ocasionam lentidão na operação e atraso na colheita. O custo da terceirização da operação também aumenta.

6. Regulagem e Manutenção da Colhedora

Barra de corte – barra muito alta pode ocasionar debulha de vagens ou falhas sem colher;

Molinete – deve ser ajustada sua velocidade de rotação e posição relacionada à altura da inserção da primeira vagem. Em geral, a rotação do molinete deve ficar um pouco superior à velocidade da colhedora;

Cilindros – deve-se atentar à abertura do côncavo e ajustar a velocidade do cilindro, para evitar a quebra de grãos;

Peneiras – observe o diâmetro dos orifícios das peneiras, sendo a peneira superior responsável pela separação de haste e vagens de maiores tamanhos. Já a inferior, é responsável pela limpeza final;

A manutenção preventiva da colhedora evita quebras durante a colheita, reduzindo riscos de atrasos e perdas por grãos muito secos ou avariados.

7. Velocidade de operação

A faixa ideal de velocidade de deslocamento deve variar entre 5 e 6,5 km/h.

8. Transporte

O processo da colheita não termina na porteira da fazenda. O transporte do grão até o armazém é considerado um dos maiores responsáveis por perdas e todo cuidado é pouco. Recente pesquisa, idealizada pela Conab e pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) mostra que três elementos em especial causam os desperdícios no Brasil: frotas precárias de caminhões, más condições rodoviárias e imprudência dos condutores.

Mapeamento da Produtividade

Assumindo que todos esses passos citados acima sejam rigorosamente seguidos, um dos componentes-chave da chamada Agricultura 4.0 é o Mapeamento da Produtividade. Ele é obtido através de sensores instalados nas colhedoras, que calculam a quantidade de grãos colhidos em determinada posição georreferenciada da propriedade, com o auxílio de receptores de GPS.

Os dados e mapas gerados por esse segmento da Agricultura de Precisão identificam regiões de alta e baixa produtividade dentro de um mesmo talhão, permitindo ações agronômicas em curto e médio prazo, visando minimizar estas diferenças ou, em casos específicos, tirar proveito delas sob as óticas econômica e operacional.

A geração e interpretação destes mapas também requer alguns itens de atenção:

  • Frequente calibração dos sensores;
  • Softwares robustos de filtragem e processamento dos dados;
  • Assistência técnica especializada;
  • Interpretação dos dados (considerando mesma época de plantio, manejo e variedades).

Enfim, a colheita é a confirmação de um trabalho bem executado no pré-plantio e durante o ciclo da cultura.

A APagri está sempre à disposição para auxiliar na busca constante da máxima produtividade e entende que minimizar perdas durante e depois da colheita é primordial para esse sucesso.

Boa colheita 2022 e conte sempre com a gente!

 
O engenheiro agrônomo Luís Fernando Magron Zanuncio é consultor técnico da APagri há 19 anos, responsável pelas regiões de São Paulo e Mato Grosso.

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Engenheiro Agrônomo especializado em Agricultura de Precisão, consultor agronômico há 17 anos
Engenheiro Agrônomo pela Esalq/ USP (2004), especializado em Agricultura de Precisão, área em que atua como consultor agronômico há 17 anos, com foco em produção de grãos e fornecedores de cana-de-açúcar na região de Assis/SP, além de gestor agronômico no Estado do Mato Grosso, com trabalhos desenvolvidos nos Estados de GO, MA, RO, MG, MS, PR e no Paraguai. Possui conhecimento técnico sobre propriedades rurais norte-americanas usuárias de Agricultura de Precisão, usina de cana-de-açúcar na Flórida (US Sugar Corporation) e CASE Máquinas Agrícolas. Conta com participações em feiras agropecuária, como a Farm Progress Show (Estados Unidos), simpósios nacionais de cultura do milho, feijão irrigado, soja, cana-de-açúcar, plantio direto e integração de lavoura pecuária. Palestrante em eventos agronômicos, universitários, de colégios técnicos e treinamentos em empresas agrícolas.

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Doutor em Ciências pela USP (2011), com ênfase na área de concentração de irrigação e drenagem, e engenheiro agrônomo pela Esalq/USP (2004), tendo recebido duas menções honrosas em trabalhos científicos e o prêmio Sotreq, por Melhor Desempenho na área de Engenharia. Ao longo de sua vida acadêmica e profissional, desenvolveu atividades relacionadas à Agricultura de Precisão, Geoestatística, Eletrônica e Automação, também com formação técnica em eletroeletrônica, laureado com o prêmio Engenheiro Roberto Mange de Melhor Desempenho (1997). Atuou na Robert Bosch (1996 – 2000) e é diretor de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da APagri Soluções Agronômicas. Participação em eventos internacionais, nos Estados Unidos e Espanha.

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Professor Sênior em Adubos, Adubação e Fertilidade do Solo/ USP
Professor Sênior em Adubos, Adubação e Fertilidade do Solo; aulas na disciplina Adubos e Adubação em graduação e pós-graduação na ESALQ/USP; Especialização e MBA. Sócio-proprietário da Vittagro Engenharia, especializada em consultoria, treinamento e projetos técnico-científicos nas áreas de fertilidade e manejo de solos, práticas corretivas (calagem, gessagem e fosfatagem), práticas conservacionistas (plantas de cobertura, rotação de culturas), fertilizantes minerais, orgânicos, compostagem, adubação e nutrição de plantas. Projetos de pesquisa e assessoria na área de plantio direto na cultura de grãos, cana-de-açúcar, pastagem, café, citros e algodão. Publicou 15 livros em nutrição vegetal, fertilizantes e fertilidade do solo; 27 capítulos de livros; boletins técnicos e participação em mais de 200 eventos de capacitação; palestras no Brasil e exterior (África do Sul, Marrocos, Estados Unidos, Noruega, Bolívia, Uruguai, Argentina, Equador, França, Peru, Chile, Espanha, México, Belize, República Dominicana, China, Turquia, Austrália, Costa Rica, Guatemala, Angola, Canadá, entre outros países). Coordenador nacional e internacional há 30 anos do Programa de Análises de Tecido Vegetal e fundador do Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão (GAPE). Medalha Fernando Costa na modalidade Ensino (2018).

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Consultor técnico com foco em estratégias de Sistemas de Produção, Fertilidade do Solo e Agricultura de Precisão
Engenheiro agrônomo pela Esalq/USP (1993), com MBA em Gestão Empresarial FIA/USP/(2001) e especialização em Manejo do Solo ESALQ /USP(2004), é considerado referência profissional em adubação e correção no Cerrado para as culturas de soja, milho, feijão e algodão. Consultor técnico com foco em estratégias de Sistemas de Produção, Fertilidade do Solo e Agricultura de Precisão, voltado a orientar o produtor para otimização do potencial produtivo com essência em maximização de margem de lucro e minimização de riscos. Atende com serviços, assessoria e suporte a produtores em todo o Brasil e histórico de atuação em países como Austrália, Paraguai e Colômbia. CEO e sócio-fundador da APagri Soluções Agronômicas.