Uma planta daninha deve ser monitorada de perto nesta safra 2016/2017 pelos sojicultores de Mato Grosso, o conhecido fedegoso (Senna occidentalis). Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja-MT), na última safra (2015/2016), algumas tradings dificultaram o recebimento da soja por conterem sementes da planta daninha misturadas aos grãos. O arbusto ereto pode chegar até 1,6 metros de altura.

O fedegoso é um arbusto anual da família leguminosas-cesalpiniáceas e possui flores amarelo-ouro e vagens curvas, sendo comum em lavouras de soja. Segundo o diretor técnico da Aprosoja-MT, Nery Ribas a planta daninha pode estar presente no momento da dessecação com herbicidas pré-emergentes e muitas vezes suas sementes permanecem nas lavouras, sendo necessário o manejo de pós-emergência. “É importante que o agricultor procure a orientação de um engenheiro agrônomo para saber o momento correto de iniciar o combate a esta planta daninha”, explica Nery Ribas, diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

A legislação de Classificação de Grãos determina a tolerância de uma partícula de semente por amostra de um quilo para cada cinco toneladas carregadas, mesmo que não haja restrições claras e específicas para sementes naturalmente tóxicas, como o fedegoso, no padrão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e nos contratos da Associação Nacional de Empresas Cerealistas (Anec). “O produtor também precisa verificar se consta no contrato de venda de soja uma cláusula específica para tolerância quanto à presença de fedegoso ou de quantidade limite tolerada para a presença de sementes tóxicas. Nesse caso, é importante cuidar para que na colheita não haja a presença do invasor”, afirma o gerente de defesa agrícola da Aprosoja, Thiago Moreira.

Fonte: Canal Rural

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