Planejamento estratégico: hora de “amolar o machado”

Embora os olhares para o agro sejam mais voltados a um cenário rural, as operações em campo têm uma relação estreita com a área administrativa, de escritório, onde a burocracia acontece. Assim como o agricultor planeja seu ano-safra, a equipe administrativa – que inclui o departamento financeiro, de gestão de pessoas, desenvolvimento e recursos humanos -, é responsável por todo o planejamento estratégico, orçamentário e organizacional das empresas do setor, para garantir o desenvolvimento de uma atuação de qualidade também no campo.

Na APagri, a área administrativa, localizada em Piracicaba-SP, toma as decisões em conjunto com as demais diretorias. Detalhes, números e necessidades de cada equipe e unidade, são tratados de forma bastante particular, considerando que somos uma empresa de porte nacional, com atendimentos internacionais, o que exige ainda mais atenção e respeito à cultura de cada localidade.

Como diretora administrativa, direciono minha experiência no setor agro à busca por inovações, sempre com um olhar de novidade para que a APagri se renove a cada ano. Novembro é a época que começamos a fechar o planejamento para o ano seguinte, momento de programar as ações e estabelecer orçamentos, renovar nossos equipamentos e veículos no setor operacional. Fazemos a revisão dos planos anteriores, pesquisa de mercado e damos toda a atenção ao feedback de nossos colaboradores.

É tempo de planejar e, como costuma dizer o CEO Sérgio Góes, “é hora de amolar o machado” para nos mantermos sempre em dia com as novidades e oferecer as melhores soluções agronômicas, como vimos fazendo ao longo de quase 20 anos.

IDT Índice de Desenvolvimento Temporal: tecnologia na produção canavieira

Estamos inseridos em um mercado cada vez mais competitivo, onde a busca pela otimização dos recursos, redução de custos e aumento da produtividade, são fundamentais para o resultado.

Iniciamos o orçamento e planejamento estratégico de 2022 focados em sermos mais assertivos na busca do melhor resultado com os recursos e mão-de-obra que temos disponíveis atualmente. A proposta é mantermos os investimentos nos alvos corretos, trabalhando lado a lado com nossos clientes, desde o planejamento agrícola até o plantio, tornando todo o ciclo sustentável.

O planejamento não é definido imediatamente. Ele é resultado de reuniões constantes entre a diretoria, em que discutimos sobre os próximos passos, os investimentos, as necessidades. O plano anual tem indicadores trabalhados durante o planejamento: pessoas, segurança do trabalho, financeiro, contabilidade, por exemplo. Os indicadores se referem ao faturamento da empresa, turn over e EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, em português: Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) – trata-se de uma métrica ou indicador de desempenho, que afere o resultado operacional antes de apurar os impostos – quanto do faturamento está resultando no operacional.

Durante o planejamento, avaliamos os indicadores com base nas expectativas para o próximo ano, com definição de metas de vendas, distribuição de atividades às regiões, estudo de custos de despesas, o que inclui a contratação de pessoas. Cada diretor de área pontua sua previsão de investimentos. Tudo isso nos ajuda a projetar os reajustes do próximo período a partir do ano vigente.

O planejamento é uma ação muito importante para definir a estratégia, objetivos a curto e longo prazo. Mas não podemos esquecer que o agro é inconstante, portanto, pode haver alterações de direção no meio do caminho e, até para isso, precisamos ter uma mínima previsão, ainda mais em uma empresa com cerca de 70 colaboradores espalhados por todos os Estados brasileiros, com ocorrências tão diversas.

Mesmo depois de iniciar a aplicação do novo planejamento anual, a cada trimestre ele é reavaliado para medirmos os indicadores e o alcance dos objetivos, quais pontos necessários para melhoria. E essa melhoria inclui a qualificação de nossos colaboradores, por isso mantemos nossa Plataforma EAD, voltada à profissionalização, encontros pontuais com professores e especialistas em agricultura, além de treinamentos em segurança do trabalho, recursos humanos, vendas, consultorias, atuação em campo, estratégias, entre outros.

De conhecimento geral

Uma vez ao ano, a APagri costuma reunir seus colaboradores em um único local. Durante uma semana inteira ficamos no alinhamento das ações, com a intenção de apresentarmos o planejamento estratégico a todos e estreitarmos as relações – embora estejamos distantes, o desempenho de todos é nossa força. Com a pandemia, esse encontro anual presencial deixou de acontecer por dois anos, mas temos fé e esperança de nos vermos presencialmente em 2022.

Além de abrirmos o planejamento ao Time, o encontro anual possibilita fazemos a revisão de missão, visão e valores, trocamos dados importantes sobre as regiões, orientamos sobre despesas, uso e cuidados com equipamentos, meios de comunicação, normas e procedimentos, entre outras ações, que promovem mudanças significativas e positivas nas relações. Estarmos próximos faz com que até mesmo as diferenças com o outro se dissipem, o calor humano é insubstituível.

A gente não mede esforços para “amolar o machado”, o que requer dedicação permanente, administração resiliente, comportamentos e posturas assertivas e alinhadas entre todos para um ambiente saudável em todos os campos da empresa.

Alessandra da Silveira Ferreira

Diretora Administrativa da APagri

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Doutor em Ciências pela USP (2011), com ênfase na área de concentração de irrigação e drenagem, e engenheiro agrônomo pela Esalq/USP (2004), tendo recebido duas menções honrosas em trabalhos científicos e o prêmio Sotreq, por Melhor Desempenho na área de Engenharia. Ao longo de sua vida acadêmica e profissional, desenvolveu atividades relacionadas à Agricultura de Precisão, Geoestatística, Eletrônica e Automação, também com formação técnica em eletroeletrônica, laureado com o prêmio Engenheiro Roberto Mange de Melhor Desempenho (1997). Atuou na Robert Bosch (1996 – 2000) e é diretor de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) da APagri Soluções Agronômicas. Participação em eventos internacionais, nos Estados Unidos e Espanha.

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Professor Sênior em Adubos, Adubação e Fertilidade do Solo; aulas na disciplina Adubos e Adubação em graduação e pós-graduação na ESALQ/USP; Especialização e MBA. Sócio-proprietário da Vittagro Engenharia, especializada em consultoria, treinamento e projetos técnico-científicos nas áreas de fertilidade e manejo de solos, práticas corretivas (calagem, gessagem e fosfatagem), práticas conservacionistas (plantas de cobertura, rotação de culturas), fertilizantes minerais, orgânicos, compostagem, adubação e nutrição de plantas. Projetos de pesquisa e assessoria na área de plantio direto na cultura de grãos, cana-de-açúcar, pastagem, café, citros e algodão. Publicou 15 livros em nutrição vegetal, fertilizantes e fertilidade do solo; 27 capítulos de livros; boletins técnicos e participação em mais de 200 eventos de capacitação; palestras no Brasil e exterior (África do Sul, Marrocos, Estados Unidos, Noruega, Bolívia, Uruguai, Argentina, Equador, França, Peru, Chile, Espanha, México, Belize, República Dominicana, China, Turquia, Austrália, Costa Rica, Guatemala, Angola, Canadá, entre outros países). Coordenador nacional e internacional há 30 anos do Programa de Análises de Tecido Vegetal e fundador do Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão (GAPE). Medalha Fernando Costa na modalidade Ensino (2018).

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Sergio Luís Góes

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Engenheiro agrônomo pela Esalq/USP (1993), com MBA em Gestão Empresarial FIA/USP/(2001) e especialização em Manejo do Solo ESALQ /USP(2004), é considerado referência profissional em adubação e correção no Cerrado para as culturas de soja, milho, feijão e algodão. Consultor técnico com foco em estratégias de Sistemas de Produção, Fertilidade do Solo e Agricultura de Precisão, voltado a orientar o produtor para otimização do potencial produtivo com essência em maximização de margem de lucro e minimização de riscos. Atende com serviços, assessoria e suporte a produtores em todo o Brasil e histórico de atuação em países como Austrália, Paraguai e Colômbia. CEO e sócio-fundador da APagri Soluções Agronômicas.