Guia rápido sobre Análise de Solo

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Guia rápido sobre Análise de Solo

Plantar e colher, quanto mais, melhor. Para atingir altas produtividades já não dá mais para contar com a sorte. Se a área é pequena e o produtor conhece cada canto da sua terra ainda dá para quebrar um galho, mas agricultor que se diz na onda das novas tecnologias não pode dispensar a técnica.

A verdade é que a análise de solo é fundamental para que o produtor consiga diagnosticar as condições de fertilidade e obter orientações corretas sobre os tipos de nutrientes e a quantidade exata que o solo da fazenda precisa.

Através da análise de solo é possível fazer as correções necessárias, o que ajuda a aumentar a produtividade da lavoura. Dessa forma, o produtor pode evitar despesas desnecessárias com fertilizantes e o desperdício dos adubos. Além disso, evita que o produtor plante em um solo pobre.

 

O Que Analisar?

Podem ser analisados os macronutrientes e os micronutrientes. Quando a necessidade é por uma análise mais completa analisam-se os dois tipos, a chamada Análise Química Completa.

Se a necessidade de informações não for tão grande podem-se analisar apenas os macronutrientes, Análise Química Básica de Rotina.

Para tomar essa decisão é importante saber qual a cultura a ser implantada no solo e o sistema de cultivo agrícola.

 

Os Macronutrientes e os Micronutrientes

Os elementos essenciais para o desenvolvimento das plantas são classificados em macronutrientes e micronutrientes. Todos desempenham funções essenciais para o desenvolvimento das plantas e a deficiência de apenas um deles pode prejudicar o desenvolvimento normal das culturas.

Os macronutrientes são absorvidos em maiores quantidades pelas plantas, enquanto os micronutrientes são absorvidos em menores quantidades.

 

micronutrientes-a
macronutrientes-a

 

Diferentes profundidades na análise

Os solos por natureza são materiais heterogêneos, que apresentam grande variabilidade em suas propriedades em condições naturais, mesmo em distâncias de centímetros. E estas variações tornam-se ainda mais acentuadas em se tratando de solos agricultáveis, tanto no sentido horizontal como no vertical.

A variação de nutrientes no solo ocorre horizontalmente e em profundidade.

horizontal
Horizontalmente: ocorre principalmente em razão da forma de adubação e tipo de cultura.

vertical
Verticalmente: a variação é decorrente das características dos elementos,
do sistema de manejo e do sistema solo-planta-atmosfera.



A variação vertical dos nutrientes no solo apresenta uma relação direta com o bom desenvolvimento radicular das plantas. Assim sendo, torna-se importante conhecer o teor de nutrientes no perfil do solo a ser cultivado.

 

Interpretação dos resultados

Através de análises de solo consegue-se identificar os parâmetros físicos e químicos:


fisica
Físicos: estrutura do solo, ou seja, os teores de argila, silte e areia.

quimica
Químicos: fertilidade do solo, quantidade de nutrientes disponíveis.



O rendimento de uma determinada cultura será determinado pelo elemento presente em quantidade mais limitante no solo. Em outras palavras, a deficiência de um nutriente não pode ser superada pelo excesso de outro nutriente.

Assim sendo, é necessária uma correta análise de solo, assessorada por um profissional ou consultor agrícola capaz de elaborar um programa de fertilidade e nutrição direcionado para cada sistema agrícola de manejo e cultura.

 

Com que frequência analisar o solo

plantas_algodaoA análise de solo deve ser repetida em intervalos que podem variar de um a vários anos, dependendo da intensidade da adubação, do tipo de cultura, do número de culturas consecutivas e do sistema de manejo adotado. De uma forma geral, sugere-se amostrar com maior frequência culturas anuais e culturas com maior pacotes tecnológicos. Neste caso, convém realizar amostragem logo após a colheita.

 

Passo a passo para realizar a coleta

Para que a amostra de solo seja representativa, a área amostrada deve ser a mais homogênea possível. Assim, a propriedade deve ser dividida em glebas.

Nesta subdivisão deve-se levar em conta:

  • Vegetação
  • Posição topográfica
  • Características do solo (cor, textura, condição de drenagem etc)
  • Histórico da área.

Recomenda-se, para melhor resultado, não amostrar glebas superiores a 10 hectares.

Deve-se fazer uso de equipamento apropriado para amostragem, como por exemplo: enxadão, trado de rosca, trado holandês e pá de corte.

As amostras coletadas devem ser acondicionadas em embalagens próprias, limpas e isentas de qualquer tipo de contaminantes que possam comprometer as amostras de solo.

Recomenda-se coletar as amostras nas camadas de 0 a 20 cm e 20 a 40cm.

Na amostragem para análise química, trabalha-se com amostras simples e amostras compostas.

Amostra Simples é o volume coletado em um ponto da gleba.

Amostra Composta é a mistura homogênea das várias amostras simples coletadas na gleba.

É necessário separar em torno de 500 gramas de solo das amostras compostas para que o laboratório possa realizar as determinações analíticas.


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