Os erros mais comuns na Agricultura de Precisão

Guia rápido sobre Análise de Solo
22 de agosto de 2017
Mostrar tudo

Passado o período inicial de adoção de tecnologias inovadoras, a Agricultura de Precisão já está presente em um vasto número de lavouras Brasil afora e continua crescendo. Mas o desenvolvimento de um bom projeto de AP está associado a um conjunto de etapas correlacionadas e dependentes entre si.

O insucesso em qualquer uma dessas etapas leva ao desperdício de recursos, à perda de tempo e a um processo de desânimo em relação à técnica que, se aplicada corretamente torna-se um pilar importante para impulsionar a produtividade na lavoura.

No entanto, com o crescimento do uso da AP, percebe-se com frequência a ocorrência de problemas que comprometem a eficiência técnica da tecnologia aplicada à correção de solos em taxa variável. Por isso, selecionamos os principais erros cometidos em cada etapa

 

1. Amostragem de solo

  • Local de amostragem: linha ou entrelinha de plantio. Dependendo da cultura (anual, perene ou semi-perene) existe o local correto para coleta de solo e deve ser respeitado para melhor representar a área.
  • Contaminação no momento da amostragem: isso ocorre quando a amostra é coletada em vários perfis (0-20 cm e 20-40 cm). No momento da coleta, dependendo do instrumento utilizado pode ocorrer contaminação ao mudar de perfil ou mesmo na limpeza do equipamento para iniciar outra amostragem.
  • Falta de representatividade das amostras: quantidade de solo coletada por amostra deve seguir um padrão mínimo para garantir qualidade da análise.
  • Identificação incorreta dos saquinhos onde são armazenadas as amostras para enviar para o laboratório. A sequência dos saquinhos deve ser respeitada e é importante ter uma planilha numerada com informações essenciais (cidade, produtor, propriedade, lavoura, parâmetros a serem analisados)

 

2. Laboratório

  • Erros laboratoriais podem acontecer, por isso é importante o laboratório fazer uma filtragem dos resultados antes de liberá-lo para o cliente. Além disso, também podem ocorrer erros de digitação na hora de liberar os resultados.

 

3. Interpretação dos dados:

  • É comum aparecerem valores discrepantes (muito altos ou muito baixos) nos relatórios de amostragem e, se o profissional envolvido não souber avaliar corretamente a informação, esses dados poderão distorcer o resultado da análise. Neste caso, o agrônomo poderá repetir a análise do solo nesses pontos ou eliminá-los do relatório, de acordo do cruzamento com outras fontes de dados.
  • Uso de parâmetros incorretos e não científicos para a interpolação dos dados.

 

4. Produção dos relatórios:

  • Uso incorreto das metodologias de recomendação de corretivos e adubação. Existem diversas fórmulas para interpretação dos dados, algumas de domínio público e outras proprietárias de especialistas da área.
  • Incoerência nas legendas dos mapas o que pode causar confusão na interpretação dos resultados.

 

5.  Produção dos mapas de aplicação

  • Nomear os arquivos incorretamente: os clientes podem confundir e trocar os mapas no momento da aplicação. É importante também saber qual controlador o cliente irá utilizar para enviar o arquivo na extensão correta.

 

6. Aplicação dos insumos

  • A regulagem incorreta dos implementos que serão utilizados para aplicação em taxa variada, como largura de aplicação, pode comprometer todo o trabalho realizado antes. É importante também calibrar os equipamentos corretamente.
Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *