Agricultura de precisão na cana-de-açúcar

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Classificação dos solos traz mais rentabilidade à produção de cana

Seguindo a tendência de se produzir mais com menos recursos e mais inteligência, o setor de cana de açúcar vem adotando largamente a tecnologia de classificação dos ambientes de produção.  O trabalho consiste em conhecer os diferentes tipos de solos distribuídos na propriedade e relacionar quais variedades de cana têm melhor comportamento naquelas condições. Como não é possível mudar o tipo de solo, resta realizar um bom diagnóstico e selecionar variedades de plantas com melhor desempenho na área a ser trabalhada.

A cultura da cana-de-açúcar merece destaque no cenário agrícola do Brasil, abrangendo mais de oito milhões de hectares no país.  Cultivada em diversos tipos de ambientes, é importante o produtor saber a qualidade do solo que possui e selecionar uma variedade de cana que melhor se adapte ao seu solo. O resultado é certo: eleva-se a produtividade da lavoura e reduzem-se os custos com insumos.

Para iniciar a classificação do ambiente da cana-de-açúcar, é necessário organizar  um banco de dados com as características dos solos, por meio de um levantamento de informações locais e visitas ao campo para delimitação das unidades de mapeamento. Após a descrição de cor e textura, estrutura e consistência e análise química dos elementos, os solos são divididos em três camadas: 0-25cm, 25-50cm e 80-100 cm. Com os dados nas mãos, classificam-se os solos e elaboram-se os mapas que mostrarão ao produtor quais os tipos de solo e ambientes de produção disponíveis na sua área.

De forma bem resumida, podemos listar seis etapas:

  • Levantamento de dados topográficos para estabelecimento dos pontos de tradagem
  • Amostragem de terra em locais pré-estabelecidos
  • Análises laboratoriais
  • Classificação dos pontos amostrais
  • Incursão ao campo para delimitação das unidades de mapeamento
  • Elaboração do mapa de solos e de ambiente de produção

“Buscamos alcançar o máximo do potencial produtivo de cada lavoura. Por isso, é importante alocar corretamente as diversas variedades de cana-de-açúcar nos diferentes ambientes de produção. A informação está disponível, basta querer produzir mais e melhor”, comentou Norwaldo Mello, engenheiro agrônomo e consultor da APagri Consultoria Agronômica.  “É importante ressaltar também que esse tipo de trabalho traz mais longevidade ao canavial”, acrescentou.

Exemplo de aplicação da tecnologia, a Fazenda Retiro, na cidade de Conceição das Alagoas, no estado de Minas Gerais, descobriu que tinha três tipos diferentes de condições de solo. Com os dados nas mãos, a APagri sugeriu aos profissionais da fazenda o uso de variedades diferentes de cana para cada área a ser plantada. “Temos condições de aproveitar ao máximo o potencial da lavoura usando variedades adequadas a cada perfil. A tecnologia deve estar ao nosso lado, sempre”, comentou Norwaldo Melo.

Mapa pedológico

01

Mapa de ambientes de produção

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